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terça-feira, 30 de julho de 2013

O que acontece ao acionista quando a empresa fecha o capital

Entenda o que ocorre quando uma empresa realiza uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) para sair da Bolsa



São Paulo – Qualquer empresa listada em Bolsa pode decidir fechar o seu capital, por isso é importante que o investidor saiba o que pode ocorrer em uma situação dessas. Neste ano, sete empresas deixaram a Bolsa, entre elas a Amil. E no ano passado 27 empresas fecharam seu capital, incluindo companhias como a Camargo Côrrea.

Para realizar o fechamento de capital da empresa, o acionista controlador ou a própria companhia deve realizar a oferta pública de aquisição de ações (OPA), por meio da qual serão comprados os papéis dos acionistas minoritários, garantindo ao ofertante uma maior participação na empresa.

De acordo com normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o preço justo, valor pelo qual as ações serão compradas pelo ofertante, deve ser definido por meio de um laudo de avaliação da companhia, que é feito por uma empresa com experiência comprovada na área.

O laudo que define o preço justo é feito com base em três critérios: o preço médio de cotação das ações nos últimos 12 meses; o valor econômico da companhia, calculado de acordo com indicadores como seu fluxo de caixa; e o valor do patrimônio líquido por ação da companhia.

Como o preço justo é formado por essas três variáveis, ele pode ser maior ou menor do que a cotação atual da ação na Bolsa. Uma ação cotada a 30 reais, por exemplo, pode ter um valor patrimonial de 20 reais, um valor econômico de 23 reais e o laudo de avaliação pode definir um valor de oferta de 25 reais pelos papéis.

Mas o preço da oferta também pode ser superior ao da sua cotação. Como o ofertante depende da aceitação dos acionistas para concluir a OPA, ele pode oferecer um valor acima do que foi definido no laudo e acima do valor de mercado da ação para garantir uma maior adesão dos investidores.

As empresas com capital aberto no Novo Mercado, no Nível 2 e no Bovespa Mais, devem, obrigatoriamente, fixar um valor de oferta superior ao valor econômico apurado no laudo de avaliação. Nos segmentos restantes, Nível 1 e Tradicional, a oferta mínima pelo valor econômico varia conforme o estatuto social da empresa. Cada segmento de listagem possui regras de governança corporativa próprias e toda empresa listada se enquadra em um deles, devendo se adequar às normas pertinentes a cada caso.

Procedimento para realização da OPA


O primeiro passo para a realização da OPA é a publicação do fato relevante sobre a realização da oferta. Em seguida, o pedido de fechamento do capital deve ser protocolado em um prazo 30 dias na CVM, que decidirá se a autorização será concedida ou não dentro de um novo prazo de 30 dias.

Depois de obter o registro na CVM, a OPA deve ser divulgada por meio de um edital em jornais de grande circulação em um prazo de 10 dias. Uma vez publicado o edital, a OPA pode ser realizada, dentro de um prazo mínimo de 30 dias e máximo de 45 dias, em um leilão na Bolsa.

Fonte: Exame.com

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Coisas que o mercado fala

O Felipe Pontes postou e eu amei esse vídeo.

Dedico aos meus alunos da UEPB - MFC

Passei por isso hoje com o Stop ou não Stop...hehehe


A pergunta que não quer calar é: Quem vai ser o número 1 da sala?

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Bolsa brasileira teve apenas três empresas estreantes neste ano



A bolsa brasileira deverá encerrar 2012 com apenas três aberturas de capital, enquanto sete companhias desistiram de realizar ofertas iniciais de ações. Pela primeira vez desde 2008 o número de empresas que abandonaram os planos de listagem superará com folga o de novatas.

A razão alegada pelas companhias para as desistências é quase sempre a mesma - as condições adversas de mercado. Este ano, por conta tanto do humor dos investidores com o Brasil quanto dos prazos legais de análise de ofertas, é muito pouco provável que uma nova operação se concretize. O resultado de ofertas de empresas já listadas anunciadas esta semana, Aliansce, Minerva e Marfrig, deverão ser um bom termômetro para o apetite para novas distribuições em 2013.

Levantamento feito pelo Valor, a partir de dados disponíveis na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mostra que, de 2006 para cá, 74 empresas desistiram de abrir o capital no Brasil. Desse total, apenas 11 retomaram as operações um ou dois anos depois e as concluíram; e seis ainda esperam uma janela de mercado.

Outras 21 companhias acabaram envolvidas em operações de fusões e aquisições. A maioria das empresas que chegou a pensar na bolsa continuou tocando seus projetos utilizando outras fontes de financiamento ou, por serem projetos que buscavam recursos em época de euforia e excesso de liquidez dos mercados, simplesmente desapareceram. Hoje se sabe que mesmo algumas que chegaram à bolsa não estavam preparadas para ir a mercado.